O engenhoso Guto

Guto Lacaz vem ao Sítio pela segunda vez, com uma exposição chamada “Panorâmica”. No dia da vernissage, dia 19 de outubro, vai ter também conversa com o artista. Começando da experiência na arquitetura nos anos 70 se tornou um artista influente na arte contemporânea brasileira.

 

Qual e quando foi a sua primeira atividade profissional?

Comecei fazendo logótipos e ilustrações para amigos ainda na faculdade de arquitetura.

 

Como a arquitetura marcou o seu percurso artístico?

Estudei arquitetura na década de 70 – período paradoxal: ditadura pesada e movimento Hippie, muita política e mudanças sociais radicais a arquitetura potencializou minha paixão pelo desenho e mostrou suas infinitas possibilidades.

 

Quando começou a se interessar em fazer criações artísticas?

Só fui perceber que objetos que eu fazia eram obras de arte quando as inscrevi no concurso Objecto Inusitado (1978), ganhei um prêmio e recebi uma crítica muito estimulante, mergulhei de cabeça.

 

O que o levou a começar a produzir obras tridimensionais?

No curso de arquitetura fazíamos muitas maquetes, transportei esse conhecimento para as artes plásticas onde via alguns colegas praticando o tridimensional com mastreia.

 

Quais são as suas maiores referências artísticas?

Meu vizinho Ruy Jorge que desenhava muito bem, depois, no cursinho tive aulas com Fajardo e Baravelli, daí conheci Dudi Mia Rosa, Boi, José Resende e todos os artistas atuantes nas décadas de 70 e 80 além dos rupestres, Grécia, Egito, Gótico, Renascimento….Velazquez, impressionistas, vanguardas, pop, óticos, cinéticos, minimal, cartunistas, grafitti….

 

Qual a importância do artista levar o trabalho para a rua?

Importância, não tem nenhuma – é apenas um dos suportes possíveis ou necessários.

 

Se poder nos revelar um bocadinho sobre o futuro. Que temáticas tem explorado ultimamente?

Exploro o que sempre explorei só que agora com mais maturidade – desenho, humor, física, eletrônica, espaço, movimento, cor, composição, choque, ideia, conceito, apropriação, escala, figura, etc. Os trabalhos surgem com mais frequência e com maior qualidade

  • João Aires – Curadoria e produção

    João Aires

    João Aires é coordenador cultural do Sítio. Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (2011), graduou-se em Artes Plásticas...

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