Seminário: Notas sobre memória e arte

Data
22/09/17
Onde
O Sítio
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SOBRE O EVENTO

O seminário “Notas sobre memória e arte” faz parte da exposição “Eu sou um outro você” de Juliana Crispe que está em cartaz no O Sítio, no período de 14 a 28 de setembro.

Com participação de Francine Goudel, Sandra Favero, Raquel Stolf e Rosângela Cherem e mediação de Juliana Crispe o seminário propõe articular pesquisas e processos criativos em que a memória possa ser o eixo para deslocamentos, conexões e outros apontamentos.

Organização: Juliana Crispe
Realização: O Sítio
Apoio: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES VISUAIS – UDESC/CEART

Currículo Resumido das palestrantes:

Sandra Correia Favero: Doutorado em Poéticas Visuais/ ECA/USP (2015). Mestrado em Gestão do Design,Engenharia de Produção e Sistemas da UFSC (2003). Bacharelado – Pintura/ EMBAP (1979). Professora nos cursos de bacharelado e licenciatura em Artes Visuais/ CEART/ Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis (desde 1998). Atua como curadora em projetos expositivos. Desenvolve oficinas para professores e artistas em projetos de extensão universitária. Exposições individuais – Estuário, Museu Hassis, Florianópolis, (2015); Estuário, Museu da Gravura Cidade de Curitiba, (2016); Numinoso, Galeria Municipal Pedro Paulo Vichetti, Florianópolis, (2017).

Raquel Stolf: Artista, pesquisadora e professora nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Artes Visuais da UDESC. Desenvolveu pesquisas de Doutorado (2011) e Mestrado (2002) em Artes Visuais na UFRGS. Realizou exposições individuais, como Fundo do ar [sala de escrita] (Casa de Cultura Dide Brandão, Itajaí, 2016); Fundo do ar sob ruído de fundo (Tardanza, Curitiba, 2013); Situação n.1 (Museu Victor Meirelles, Florianópolis, 2013); Assonâncias de silêncios (MASC, Florianópolis, 2011-2012); Entre a palavra pênsil e a escuta porosa (Memorial Meyer Filho, Florianópolis, Pinacoteca Barão de Santo ngelo, Porto Alegre, 2011). Vem participando de projetos e exposições coletivas, entre elas: RIVER FILM / pedra fantasma / mar paradoxo (MIS-SC, Florianópolis, 2017); Umas e outros (MASC, Florianópolis, 2017); Quando o tempo aperta (Palácio das Artes, Belo Horizonte, 2016); 10a Bienal do Mercosul – Mensagens de Uma Nova América (Usina do Gasômetro, Porto Alegre, 2015); Singularidades/Anotações – Rumos Artes Visuais 1998-2013 (Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2015); Ficções (Caixa Cultural, Rio de Janeiro, 2015); Mostra Coletiva do Prêmio SESI CNI SENAI Marcantonio Villaça (MAC-USP-Ibirapuera, São Paulo, 2015); Lugar como Lugar (O Sítio, Florianópolis, 2015); FRESTAS – TRIENAL DE ARTES (SESC, Sorocaba, 2014); Here. Now. Where? – 5th Marrakech Biennial (Saout Radio, 2014); IN-SONORA VIII – Muestra de Arte Sonoro e Interactivo (Madri, 2014); Amazônia, Lugar da Experiência (Belém, 2012); Through the surface of the pages (Boston, EUA, 2012); In-Sonora – VI Muestra de Arte Sonoro e Interactivo (Madri, 2010); In-Sonora – V Muestra de Arte Sonoro e Interactivo (Madri, 2009), entre outras. Coordena o selo céu da boca, pelo qual publicou mar paradoxo (parceria com a editora nave, 2013-2016), assonâncias de silêncios [coleção] (2007-2010), troca de sabonetes (2013), SOU TODA OUVIDOS (2007-2011), entre outras. Coordenou publicações coletivas, como 11 edições do projeto Sofá (2003-2011), Membrana-memoriola e Membrana-mnemônica (2013), Palavras por palavras (2004), Disso (2012), anecoica (2014, 2015, 2016). Contemplada com o Prêmio Catarinense de Bolsa de Trabalho, Intercâmbio e Residência – Edital Elisabete Anderle – 2017, Fundação Catarinense de Cultura. Integra os Grupos de Pesquisa Veículos da Arte (UFRGS/CNPq) e Proposições artísticas contemporâneas e seus processos experimentais (UDESC/CNPq).

Rosângela Cherem: Doutora em História pela USP (1998) e Doutora em Literatura pela UFSC (2006); Profa. Associada de História e Teoria da Arte no Curso Artes Visuais e Programa de Pós-graduação em Artes Visuais no CEART- UDESC; coordenadora do Grupo Imagem-acontecimento; orienta, possui pesquisas e publicações sobre História das Sensibilidades e Percepções Modernas e Contemporâneas; atualmente desenvolve pesquisa intitulada “Acervos e Arquivos Artísticos em Santa Catarina, Implicações e Conexões.

Francine Goudel: Doutoranda em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, mestre em Estudos Avançados em História da Arte pela Universidade de Barcelona – UB, Espanha, pós-graduada em Gestão Cultural pela Universidade Nacional de Córdoba – UNC, Argentina e graduada em Licenciatura em Educação Artística, com habilitação em Artes Plásticas pelo Centro de Artes da UDESC. É diretora da Lugar Específico, uma plataforma especializada em serviços para Artistas Visuais e Circuito de Arte Contemporânea.

Sinopses:

Francine Goudel
Memória e Imagem
A presente comunicação configura-se como um ensaio sobre o processo de criação da Artista Visual Juliana Crispe. As proposições das obras da artista florianopolitana apontam direções a serem pensadas com principal base no conceito de memória, e em como as lembranças de sua vida e infância possibilitam o subsidio criador das imagens de seus objetos e instalações artísticas. Algumas postulações de autores contemporâneos nos possibilitam entrar no mundo de ressignificação e fabulação da artista, e fazer uma reflexão sobre como as imagens criadas por Juliana Crispe surgem em suas concepções autorais e passam a transmitir, de forma poética, toda sua heterogeneidade e anacronismo.

Raquel Stolf
céu da boca, pedra-fantasma, Paleotot
Adentrarei alguns projetos artísticos que venho desenvolvendo e que investigam a presença, indicação ou situação “pedra”, enquanto “coisa que concentra muitas outras coisas” (Gonçalo Tavares). A partir destes trabalhos serão esboçadas relações entre coleções infraordinárias (Georges Perec), tentativas de registro e processos de escrita.

Rosângela Cherem
Notas sobre exposição eu sou um outro você
A arte como uma máquina dos encontros impossíveis: ou um contradispositivo do contemporâneo.
As várias camadas do tempo no vídeo de juliana crispe: Palíndromo e palimpsesto/ Cronos, aion e kayrós.
A substância da memória, entre o excesso e ausência.
Quem somos antes de deixarmos de ser: um movimento anadiomeno.
A família de Juliana: Bergson, Benjamin, Cassares, Borges, Bill Viola.

Sandra Correia Favero
Para olhos arqueologicamente contemporâneos a memória é como água que acolhe tudo, leva, traz no seu ir e vir, esparram-se, recolhe-se, limita mas sustenta a vida, dá vida, forma e espaço.

  • Juliana Crispe

    É Artista Visual, Curadora, Pesquisadora, Professora e Arte-educadora. Professora do Centro de Artes da Universidade de Santa Catarina.

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