Sítio Experimental

Data
23/01/18
Onde
O Sítio
Mais detalhes

O projeto “Sítio Experimental” ocorre a partir do intercâmbio entre músicos de São Paulo e Florianópolis. Conta com a participação de Nahnati Francischini (SP) na guitarra preparada; Stênio Biazon (SP) na voz; Flora Holderbaum (SC/SP) na performance com voz, violino e música eletroacústica; além do Duo Mental Shake, composto por Helder Martinowsky (SC) na viola de roda (hurdy.G.) e percussão e Rafael Strangloscópio no sax tenor, alto e trompete (SC).

A proposta do projeto tem como objetivo realizar uma improvisação-percurso em dois momentos, composta com solos, duos, trios e um Tutti ao final.

Os artistas do projeto têm em comum a prática de cartografar sons através dos seus corpos no contato com uma gama de variedades performáticas, as quais incluem técnicas instrumentais e vocais estendidas, sonoridades espectrais, gestos sonoros, diferentes tipos de ruído e de rumorismos, timbres eletrônicos, instrumentos expandidos e preparados com diferentes objetos e ressonadores, ressonância por extensão, além de lutheria experimental.
O projeto “Sítio Experimental” tem como intuito fomentar a música atual, contemporânea, experimental, eletroacústica, noise, improvisação livre, música não-idiomática, eletroacústica, arte sonora e derivados sem fim dentro da cidade de Florianópolis.

Programa:

1ª Parte – Composta pelos artistas de São Paulo
– Stênio (solo voz)
– Trio (Flora nos violino e voz, Stênio a voz e Natália na Guitarra preparada)
– Natália (solo Guitarra preparada)

2ª parte (três seções) – Composta pelos artistas de Florianópolis
– Flora-tape violino e voz
– Rafa (Sax) e Helder (viola de roda (hurdy.G.) e percussão
– Tutti

Biografias dos artistas:

Natália Francischini
Radicada em São Paulo, a guitarrista também é artista plástica e professora. Atualmente integra a Orquestra Errante e tem se apresentado em eventos de música experimental pela cidade, sozinha ou em colaboração com outros artistas. Em seu trabalho sonoro/musical, interessa-se pela guitarra preparada, pela pesquisa timbrística e de sonoridades e pela improvisação.
Neste projeto, apresentará uma performance de improviso com guitarra elétrica e objetos, na qual explora as possibilidades de associação entre gesto e objeto, corpo e objeto, corpo e instrumento. Os agenciamentos provocados pelos sons e suas qualidades são o que direcionam a performance da improvisadora. O que se busca é atestar estes encontros enquanto rupturas e explorar possibilidades outras de combinação com ruídos graves, batimentos, arrastamentos, dissonâncias e imprecisões.

Link:
https://soundcloud.com/nahnati

Flora Holderbaum
Natural de Florianópolis, Flora é violinista, compositora e performer da voz. Trabalha com processos criativos em torno de poéticas vocais e instrumentais, com ênfase na Poesia Sonora e suas intersecções com a Música Experimental e suportes eletrônicos. Desde 2015 integra o NuSom (Núcleo de Pesquisas em Sonologia da USP), onde atualmente é doutoranda em Música-Processos de Criação Musical-Sonologia. Sua pesquisa atual gravita em torno de uma cartografia de vocalidades no repertório vocal contemporâneo. É co-editora da revista linda (linda.nmelindo.com) do coletivo NME/SP. Participou de eventos como performer e compositora no Brasil e no exterior, entre eles o Festival Mônaco Eletroacoustique (2013), a II Bienal de Música Hoje de Curitiba (2013), o II FIME (2016) e o Festival Música Estranha (2016), ambos em SP. Uma das ganhadoras do Prêmio Edital MeLab: Criação Musical Visual-Mulheres Criadoras, uma parceria do IV Festival Música Estranha com a Rede Sonora: Músicas e Feminismos. Ministra aulas de violino e oficinas e laboratórios de Poesia Sonora. Tem se apresentado em espaços culturais tais como Ibrasotope, Estúdio Fita Crepe, Espaço Cultural Bela Vista, Centro Cultural São Paulo, Museu Meyer Filho e Museu da Imagem e do Som-SC. Integrante do trio de música autoral Mata Brava e do grupo R.I.S.C.O, ambos atuantes em Florianópolis.
Neste evento, fará uma performance com violino, voz, pedal loop e tape pré-gravado. Sua poética gira em torno da procura de vocalidades expandidas dos procedimentos do canto e da declamação poética, próprias de um lugar entre a música e a poesia, além de propor uma interação entre a composição eletroacústica e a performance e improvisação ao vivo. Exercita assim a presença da voz em conjunção com as sonoridades do violino, da música gravada e de sonoridades eletrônicas, criando intervalos, texturas, gestos, ruídos e ressonâncias entre estes elementos.

Links:
https://soundcloud.com/flora-holderbaum
https://www.youtube.com/watch?v=aTGQ8mDdb9s
https://www.youtube.com/watch?v=Zx41NWguDjs

Stênio Biazon
Vive em São Paulo, é educador musical e pesquisador da improvisação livre de uma perspectiva anarquista. Tem performado com a voz.

Mental Shake
A proposta sonora do duo Mental Shake (Helder Martinovsky e Rafael Schlichting) transita pelo campo da improvisação livre e da arte sonora. Utiliza instrumentos como sax, trompete, bateria, rabecão, aparatos de fabricação própria, entre outros objetos apropriados de diferentes contextos.
*Mental Shake referencia o álbum homônimo de Peter Brotzmann, Jason Adasiewicz, John Edwards e Steve Noble.

Link:
https://www.youtube.com/watch?v=CGSBp-ss_8g&t=374s

Helder Martinovsky
Participou de bandas (hardcore, noise, etc.) e outros projetos sonoros, entre 1989 e 1992, em Florianópolis. A partir dos anos 90, passou a pesquisar processos de experimentação sonora com instrumentos musicais, além da construção de outros aparatos sonoros. Atua como fotógrafo e laboratorista investigando processos fotoquímicos. Trabalha como técnico e laboratorista fotográfico na Unisul desde 2002. Vem desenvolvendo o projeto River Film desde 2010, realizando trabalhos experimentais com filmes 16mm, super-8 e fotografia (médio formato), tanto na captação das imagens como na revelação e seus processos de projeção, investigando uma aproximação/fusão de sons e filmes.

Links:
https://soundcloud.com/heldermartinovsky

Rafael Schlichting
Sua obra pesquisa e abarca o cinema experimental, o cine expandido, a fotografia, a improvisação sonora e a videoarte. Juntamente com Cláudia Cárdenas, compoe o Duo Strangloscope, cujos trabalhos têm sido exibidos no México, Chile, Argentina, Espanha, República Checa, Cuba, Bulgária, Israel, Itália, Nepal, Eslováquia, Marrocos, Alemanha, EUA, Reino Unido, Etiópia, Portugal e Brasil. Além disto, o Duo Strangloscope concebeu e realiza a curadoria da Strangloscope – Mostra Internacional de Áudio, Vídeo/Filme e Performance Experimental que acontece em Florianópolis e vai para a sua 11ª Edição em 2018. Em 2015, o Duo Strangloscope recebeu o prêmio de Conjunto da Obra pela MFL – Mostra do Filme Livre – que ocorre no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Desde 2017, forma o duo de improvisação sonora “Mental Shake” junto com Helder Martinovsky.