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Exposição Horizonte Difuso

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SOBRE A EXPOSIÇÃO

A exposição “Horizonte Difuso” de Fernanda Valadares e Rodrigo Cunha encerra a série de exposições realizadas ao longo deste ano em parceria do escritório de arte Myrine Vlavianos Arte Contemporânea e do espaço cultural O Sítio Arte Educação Coworking, em Florianópolis.
O catarinense Rodrigo Cunha é conhecido por suas pinturas figurativas a óleo. A gaúcha-paulista Fernanda Valadares trabalha principalmente com encáustica sobre compensado naval. Em 2014 a artista realizou a exposição individual “À Beira do Vazio”no MASC.
No O Sítio, Rodrigo apresentará 03 pinturas realizadas em 2015, com medidas entre 50×60 e 100×100, enquanto Fernanda trará a Florianópolis alguns trabalhos antigos e outros inéditos feitos especialmente para o espaço expositivo.
Ao contrário das exposições em dupla anteriores (Bettina Vaz Guimarães\SP e Juliana Hoffmann\SC ; Ayao Okamoto\SP e João Aires\SC; Diego de los Campos\SC e Heleno Bernardi\RJ) que aconteceram de forma simultânea, mas independente, Rodrigo Cunha e Fernanda Valadares decidiram apresentar uma mostra conjunta no O Sítio. Os artistas comentam como pensam a exposição “Horizonte Difuso”:

Fernanda Valadares

Em meu trabalho sempre procuro estar no presente, e invariavelmente faço uso do espaço – interno, externo, interior ou do mundo – para pensar esta presença. Como modo de construir os trabalhos, muitas vezes costumo partir do lugar de destino: o espaço expositivo. Seguidas vezes é latente a fragilidade da construção, sua efemeridade, mas não aqui. O Sítio me intima a olhar para a brancura de suas paredes, para a história de seus tijolos, para a largura de suas madeiras e me faz notar que há lugares (e também pessoas) que através do tempo parecem distrair a efemeridade. Nessa exposição pretendo mostrar Frestas/London, uma pintura em encáustica de 2011 que trata de paredes com história – ou com a memória de um espaço que havia antes delas – além de trabalhos que estou preparando especialmente para a exposição. Estes devem ir se aclimatando ao ambiente, em cores, matéria e ruídos, tanto à galeria em si, como aos espaços no trabalho de Rodrigo Cunha.

Rodrigo Cunha

Só o fato de sair da zona de conforto e dispor-se a um diálogo entre meu trabalho com o da Fernanda Valadares, já é algo que me pareceu instigante. No caso específico da Fernanda, penso que nossos trabalhos se cruzam na medida em que trazem consigo um teor contemplativo, silencioso. Mas enquanto Fernanda trabalha grandes superfícies, depurando e experimentando materiais, eu trabalho em uma escala menor e trago como centro de minha pesquisa, a figuração. Fiquei sinceramente satisfeito com o convite e acredito que meu trabalho mais introspectivo com a atuação propensamente transgressora da Fernanda se complementem em grande medida.

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