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Exposição O Vento Sopra Quando Quer de André Parente

Exposição
O Vento Sopra Quando Quer de André Parente
Abertura: 19/09, às 19h
Visitação: de 20 à 12/10 (sempre às quartas, quintas e sextas das 17h às 21h e aos sábados das 14h às 20h)
Entrada franca

Chegando a décima exposição do ano, na Galeria Digital O Sítio, temos o prazer de receber para uma residência artística, o artista e pesquisador de cinema e novas mídias, André Parente. André iniciará sua residência artística, aqui no nosso Atelier Digital, a partir do dia 10 de setembro, preparando as instalações da exposição e a performance Zunido.

A abertura da exposição e a performance ao vivo, acontece no dia 19 de setembro, uma quinta-feira, a partir das 19h30. A Performance Zunido começa às 20h30 e a exposição fica aberta à visitação até o dia 12 de outubro.

Sobre a exposição

o vento sopra quando quer
André Parente se apropria de um gesto. um só gesto.
aquele que se faz quando a mão se desloca no ar.
segue as notas de Robert Bresson.
que diz
‘traduzir o vento invisível pela água que ele esculpe ao passar’
o cinema passa assim de mão em mão
Bresson entrega no meio de uma sessão de cinema
algumas notas
seguidas por André Parente
são muitos filmes e todos giram com as mãos
elas ligam e desligam máquinas, amarram e soltam, ocultam armas, jogam e recolhem,
abrem e fecham, escrevem, roubam, contam, amam e matam
uma instalação dividida em duas salas

o vento sopra quando quer
exibe dois modos de se apropriar dos gestos das mãos contidos nos filmes
de Robert Bresson
no primeiro Parente coleciona imagens de mãos dos filmes do cineasta francês, depois, em uma montagem também bressoniana, obedece aproximações, durações e cortes e aproxima as mãos como se orquestrasse seus movimentos. Surge então um outro filme, um só filme, da colagem de tantos outros do cineasta francês. Por dentro do arranjo sensível do cineasta surge um outro ainda mais radical proposto pelo artista que desloca para o primeiríssimo plano uma das estratégias harmônicas do cinema de Bresson.

No segundo um longo teclado no centro da sala oferece àquele que passa a possibilidade do gesto em cada nota. Pretas e brancas as teclas disparam sequências anteriormente editadas das mãos do primeiro filme. Ali o vento sopra onde quer o espectador das imagens e na pulsação das mãos cada gesto é um filme.
Katia Maciel

Sobre a performance:
Performance Sonora: Zunidor

Neste trabalho de performance sonora, utilizo vários zunidores. O zunidor (bullroarer) é uma tabuinha volteada, na forma de um peixe. Em uma das extremidades do zunidor há um furo por onde passa um barbante. Seguramos no barbante para fazer girar os zunidores, que possuem um som grave e misterioso. Na performance, cada zunidor é girado e gravado ao vivo, e fixado na parede formando uma mandala. Os zunidores são provavelmente os mais antigos instrumentos sonoros de que se tem notícias. Zunidores encontrados na Ucrânia datam de 18 mil anos. Eles são encontrados em culturas ancestrais nos cinco continentes, e geralmente com as mesmas funções: a comunicação, a caça e rituais ligados à fertilidade.

Sobre André Prente:
www.andreparente.net

Realização: O Sítio Arte e Tecnologia

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