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Live Performance Yllu

Sobre a performance

Artista(s): André Godoy, Mhirley Lopes, Rodrigo Ramos e Tiago Brizolara

Organização: André Godoy, Mhirley Lopes, Rodrigo Ramos e Tiago Brizolara

Yllu é fruto do amadurecimento de uma performance parecida experimentada no 1° R.I.S.C.O. – Reunião Inusitada de Som, Computadores e Outros, um encontro performático, que ocorreu no Museu de Imagem e Som (MIS), do Centro Integrado de Cultura (CIC) da cidade de Florianópolis em setembro de 2016, utilizando sintetizadores analógicos, projeções e SoMo (sobre o SoMo, mais abaixo), controlado por movimento.

A performance é multimodal, rica em corpo, som, ritmo e projeções, numa experiência estética ampla, instigando a avaliar o que se pode fazer - e com que refinamento - em arte com o uso e desenvolvimento de novas tecnologias.

É um encontro de artistas e a harmonização de diferentes linguagens. Obtuso traz módulos de som eletrônico analógicos e digitais que convivem com o SoMo, instrumento desenvolvido por Tiago Brizolara e Marcos Moritz (em Yllu, parametrizado e complementado com live eletronics por Rodrigo Ramos), cujo som é construído em tempo real pela movimentação da atriz Mhirley Lopes, capturada por uma câmera. Uma projeção composta de uma representação desse movimento e de um diálogo com ele é gerada pelo próprio SoMo e o trabalho de arte generativa produzido com as informações em tempo real da performance por um algoritmo desenvolvido para o espetáculo por Kaue Costa.

Além da experiência artística em um trabalho múltiplo e experimental que pretende não ser árido para o público, objetiva-se também instigar o interesse nas formas de arte e tecnologias em jogo.

Ao final falaremos um pouco sobre as plataformas de desenvolvimento de software livre que são utilizadas – Processing (visual) e Pure Data (áudio).

Propomos também um ensaio aberto com laboratório coletivo (aberto ao uso do SoMo, inclusive) para exploração de outras ideias e conexões.

A instalação audiovisual apresentada no Sítio terá projeção em parede inteira. Atriz estará posicionada entre plateia e projeção. Em uma lateral, haverá uma bancada com material de som (mesa de som, sintetizadores), computadores e os outros artistas operando.

Sobre o SoMo

O SoMo foi desenvolvido tendo em mente que o executante sinta que – e de fato – extraia o som através de seu movimento – e não de seu posicionamento estático. Não utilizando sons pré-gravados, o discurso sonoro vem de uma crueza inicial e tem sua expressividade advinda da experiência no seu uso – como acontece nos instrumentos musicais tradicionais. Para ser possível uma experiência profunda, que não se esgota rapidamente, a câmera utilizada, embora de baixo custo, oferece uma taxa de 90 quadros/s. A análise do movimento captado consegue processar cada quadro em tempo real, provendo um feedback visual responsivo, e, assim, uma experiência imersiva e fluida para o “instrumentista” e demais. Essa velocidade na análise é crucial para que a síntese do som também ocorra em tempo real e de forma fluida.

Confira o vídeo da última performance no Sítio:

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